jul/090
Espera o Senhor que intercedamos?

A limitação da nossa existência pode ser percebida nos mais diversos prismas. Gostaria de citar, por exemplo, o espanto que sentimos quando uma verdade bíblica nos aflora durante a leitura bíblica anual. Passamos anualmente por aquele texto, por que será que nunca tínhamos “enxergado” aquela instrução? Louvado seja Deus por esta ocorrência! Veja, Ele assegurou que completaria Sua obra em nós e está cumprindo, no Seu tempo e através da nossa vivência. Aprendendo aos poucos, sem pressa, andando na dependência do Senhor, na humildade…
Nossa limitação, entretanto, não nos impede de glorificar ao Senhor, pelo contrário, ela nos permite reconhecer, com maior clareza, a extrema grandeza do Seu poder e amor. Por este motivo gostaria de compartilhar o que ocorreu comigo recentemente. Estava lendo o profeta Isaías quando me deparei com os seguintes versículos do capítulo 59:
“Não se acha a verdade em parte alguma, e quem evita o mal é vítima de saque. Olhou o Senhor e indignou-se com a falta de justiça. Ele viu que não havia ninguém, admirou-se porque ninguém intercedeu…” (vs. 15-16a).
Fiquei pensando no porquê desta admiração do Senhor. Obviamente Ele espera que intercedamos, mas qual a razão, já que, em última instância, tudo está sob Sua soberania? Nada foge dos Seus propósitos!
A primeira idéia que me veio à mente foi a de que o Senhor deseja que tenhamos corações semelhantes ao Dele. Ora, se Ele se importa com os que estão nas trevas, nós devemos ter o mesmo sentimento.
Como ter corações em conformidade com o coração do Senhor?
Pensei logo na oração de Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo Te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno”.(Sl 139:23-24).
Belíssima oração!
Então, o caminho para um coração segundo o Senhor é a oração?
Tive a oportunidade de ler um pouquinho sobre oração e cheguei às seguintes conclusões:
- A oração é a mais elevada atividade que nosso espírito pode empreender, pois se trata da comunicação direta com o Altíssimo Deus;
- Como adentrar na presença do Santo acalentando a prática do pecado na vida diária? A oração, portanto, exige arrependimento, confissão e confiança na purificação no sangue de Jesus;
- A purificação, em si, já se apresenta como a grande transformação do coração, pois, consequentemente, leva à intimidade com o Senhor;
- O Senhor, através deste próximo relacionamento, nos ensina! Ensina o que está no Seu coração em relação a nós, aos nossos familiares, ao corpo de Cristo e àqueles que estão nas trevas;
- Nosso coração começa a almejar aquilo que Ele almeja. Passamos a desejar aquilo que O glorifica, pois sentimos que esta é a Sua vontade.
Sinto que o Senhor Deus, através da Sua palavra e da oração, nos quebranta e nos molda à Sua própria imagem e semelhança. Nossas súplicas passam a ter outra vertente, não mais nossos próprios interesses, mas os interesses que glorifiquem o Seu nome, seja na nossa vida, como na vida das outras pessoas.
Enfim, o que poderíamos dizer quanto à pergunta inicial? O Senhor quer que realmente intercedamos? Sim, Ele, inclusive, nos deixou o exemplo quando orou por todos nós (Jo 17:20).
Assim, creio que orar por um mundo prostrado aos pés do Senhor é ver as coisas do ponto de vista de Deus!
O que vocês acham?
Elda Souza
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